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A
maternidade além do gozo fálico
Julieta Jerusalinsky*
Resumo
A
relação mãe-bebê não é natural, depende do estabelecimento de um
laço simbólico e de uma economia de gozo que o permeia. Se bem nesta
economia seja central a equação simbólica pênis-falo-bebê, neste
artigo consideramos que a relação mãebebê não se limita
necessariamente ao gozo fálico. A maternidade implica, além de um
gozo fálico, um gozo Outro, sendo que esse gozo Outro da mãe é
decisivo no tempo das primeiras inscrições constituintes do
psiquismo do bebê. Situa-se a maternidade como uma experiência que
pode dar acesso a um gozo Outro, a uma criação suplementar, que,
mesmo se servindo da função paterna, não se detém no complexo de
Édipo e nem em uma busca da complementaridade.
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