Revista Textura 8ª Edição
A maternidade além do gozo fálico

Julieta Jerusalinsky*

Resumo

A relação mãe-bebê não é natural, depende do estabelecimento de um laço simbólico e de uma economia de gozo que o permeia. Se bem nesta economia seja central a equação simbólica pênis-falo-bebê, neste artigo consideramos que a relação mãebebê não se limita necessariamente ao gozo fálico. A maternidade implica, além de um gozo fálico, um gozo Outro, sendo que esse gozo Outro da mãe é decisivo no tempo das primeiras inscrições constituintes do psiquismo do bebê. Situa-se a maternidade como uma experiência que pode dar acesso a um gozo Outro, a uma criação suplementar, que, mesmo se servindo da função paterna, não se detém no complexo de Édipo e nem em uma busca da complementaridade.

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