O
pacto edípico como formador do desejo
Fani Hisgail*
Resumo
Sob a perspectiva da psicanálise, o artigo enfoca a constituição
da lei simbólica na origem do desenvolvimento humano, tal como
Freud pensou em
Totem e tabu
(1913), ao discorrer sobre o veto ao parricídio e a lei da
interdição do incesto. Por meio do pacto edípico, a lei emerge com
a finalidade de harmonizar a ligação entre o desejo e o sentimento
de culpa. Porém, a dessimetria que há entre o julgamento e o
desejo expõe o conflito humano sob a tutela da consciência moral,
do supereu e do gozo. Assim, a dimensão moral se firma no
sentimento de obrigação, pelo qual concebe um sujeito culpado em
relação ao desejo, enquanto a dimensão ética da psicanálise situa
o desejo como um bem a ser preservado.
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