Revista Textura 7ª Edição

 

O pacto edípico como formador do desejo

Fani Hisgail*

Resumo

Sob a perspectiva da psicanálise, o artigo enfoca a constituição da lei simbólica na origem do desenvolvimento humano, tal como Freud pensou em Totem e tabu (1913), ao discorrer sobre o veto ao parricídio e a lei da interdição do incesto. Por meio do pacto edípico, a lei emerge com a finalidade de harmonizar a ligação entre o desejo e o sentimento de culpa. Porém, a dessimetria que há entre o julgamento e o desejo expõe o conflito humano sob a tutela da consciência moral, do supereu e do gozo. Assim, a dimensão moral se firma no sentimento de obrigação, pelo qual concebe um sujeito culpado em relação ao desejo, enquanto a dimensão ética da psicanálise situa o desejo como um bem a ser preservado.

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