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O dote
que o Saber paga ao Gozo (la Jouissance) no casamento fictício com a
Verdade
Ana
Laura Prates Pacheco*
Resumo
Esta
é a história de um casamento, o casamento entre o Saber e a Verdade.
Esse casamento interessa ao analista porque sustenta a lógica
neurótica do “todo fálico”. A lógica do “todo” que tenta de dois
fazer Um, desconhece, entretanto, tratar-se de um triângulo, já que
o gozo,
la Jouissance,
irmã da Verdade, é terceira nessa relação. O casamento fictício
entre o Saber e a Verdade é selado pela fantasia fundamental e daí é
parido o Desejo. Ao analista, como veremos, não cabe promover o
divórcio entre Saber e Verdade mas, antes, revelar o caráter
fictício dessa união, já que, com a Verdade, “não há relação amorosa
possível”. Daí, no final da análise, poderá advir o “novo amor”
inscrito na lógica do “não-todo”.
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