Revista Textura 7ª Edição



O dote que o Saber paga ao Gozo (la Jouissance) no casamento fictício com a Verdade

Ana Laura Prates Pacheco*

Resumo

Esta é a história de um casamento, o casamento entre o Saber e a Verdade. Esse casamento interessa ao analista porque sustenta a lógica neurótica do “todo fálico”. A lógica do “todo” que tenta de dois fazer Um, desconhece, entretanto, tratar-se de um triângulo, já que o gozo, la Jouissance, irmã da Verdade, é terceira nessa relação. O casamento fictício entre o Saber e a Verdade é selado pela fantasia fundamental e daí é parido o Desejo. Ao analista, como veremos, não cabe promover o divórcio entre Saber e Verdade mas, antes, revelar o caráter fictício dessa união, já que, com a Verdade, “não há relação amorosa possível”. Daí, no final da análise, poderá advir o “novo amor” inscrito na lógica do “não-todo”.

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