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Resumo:
O artigo se pergunta quanto à necessidade de tratamento analítico
após um luto ou um trauma. O exemplo de Freud após a morte de sua
filha mostra como é possível
sobreviver após a morte de um ser amado contando apenas com os
próprios recursos e numa posição resolutamente atéia. Só os
“sobreviventes” precoces, aqueles que tiveram que recorrer muito
cedo a suas capacidades de sobrevivência, necessitam de um tratamento
especificamente analítico. Um exemplo clínico ilustra a complexidade
das relações causais entre acontecimentos traumáticos
e realidade psíquica.
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