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Resumo:
Este artigo trata da função do Outro primordial na constituição do
sujeito desejante e o lugar que cabe à mãe neste processo. A função
materna introduz a criança no mundo da cultura e da linguagem e
permite que o bebê domine a relação com seu corpo. A autora
apresenta articulações entre conceitos psicanalíticos fundamentais:
fase do espelho, alienação, separação, castração, corpo erógeno,
gozo, neurose infantil. A relação primária com a mãe deixa marcas
que incidem na estrutura psíquica e nos sintomas do sujeito adulto,
que serão relevantes na prática clínica psicanalítica.
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