Resumo: Este artigo busca compreender, sob a luz
das teorias psicanalíticas de Freud e Lacan, a correlação
entre os conceitos de amor e transferência como construtos
teóricos e como componentes fundamentais na atualização
dos objetivos da terapia psicanalítica entre analista e
paciente. Considerando-se que o Outro não é ninguém,
é um lugar simbólico, um lugar preenchido por significantes,
pela linguagem e pelo inconsciente ; cabe ao analista confrontar
o sujeito com o desejo e com a castração, já
que só a partir da falta em si mesmo e no Outro é
que o sujeito poderá chegar a sua singularidade.
LEIA TRECHOS:
(...)A palavra amor, de maneira geral, significa
um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem
de outrem ou de alguma coisa. Sentimento de dedicação
absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa, devoção,
culto, adoração... afeição, amizade,
carinho, simpatia, ternura... (...) Na linguagem psicanalítica,
o conceito vai além do senso comum. (...) Freud trabalha
este conceito (...) colocando sexualidade e amor como um par indissociável.
(...)Segundo Lacan, "amar é dar o que não se
tem, para aquele que não é". (...) Assim é
a transferência: como um amor comum, mas é um artifício
fundamental no processo de análise, uma vez que se refere
inconscientemente a um objeto que reflete outro.
(...)Buscar a completude no outro é um engodo que fará
parte da experiência analítica, pois esta representação
deverá ser substituída e o sujeito terá que
lidar com a incompletude do Outro e também com sua própria.
Neste ponto a transferência tem um papel fundamental.
(...)O analista tem a função de conduzir o analisante
a se deparar com sua falta (...), devendo lidar com sua castração
estrutural e inevitável.
(...)Amor e transferência caminham juntos.(...) O desejo
do analista é o de prestar-se à transferência
(...). A análise, então, coloca o sujeito para além
do amor, coloca-o no confronto com o desejo e com a castração
(...).
quer
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