Resumo: Em Psicologia de grupo e análise
do ego, Freud estabeleceu os parâmetros que lhe pareciam
essenciais para a formação de qualquer grupo, resumindo-os
a dois laços emocionais: o amor ao Pai e a identificação
aos irmãos. A possibilidade de algo diverso é a
questão que move este texto. Também são abordados
problemas institucionais no que se convencionou chamar a formação
do psicanalista, contrapondo-se uma tendência freudiana
a uma lacaniana em relação a estas questões.
É sugerida uma aproximação com o anarquismo
como forma de retomar e ampliar o debate.
LEIA TRECHOS:
Será possível construirmos algo diferente
de igrejas e exércitos para nos agruparmos?
(...) se os analistas por definição, para assim
poderem se reconhecer, tivessem que ter passado por uma experiência
que lhes reduzisse o narcisismo ao mínimo e, ao mesmo tempo,
através da dissolução da transferência
no seu aspecto imaginário, não pudessem mais acreditar
no gozo de um Outro ao qual pudessem devotar seus esforços,
amor e suposição de saber, seria então de
se esperar que pudessem inventar uma nova forma de relacionamento
(...) Lacan, seguindo Freud em Totem e tabu, afirma que a fraternidade
é o resultado do Pai morto. Mais, afirma que a segregação
funda a fraternidade, que é uma forma de estarmos isolados
juntos. Portanto, se tivéssemos algo diverso ocupando este
lugar paterno poderíamos esperar um resultado diferente
de uma fratria.
(...) os psicanalistas já se ocuparam bastante em cotejar
a psicanálise com temas políticos - o marxismo,
a democracia, o totalitarismo, a globalização. Mas
há um que ficou, como um esqueleto no armário, o
anarquismo.
(...)evitar a maior das canalhices: a de que qualquer semelhante
possa ser confundido com o lugar do Outro, tomado como Outro.
(...)
quer
ler mais ...