(
) o sintoma, etimologicamente aquilo que
cai junto (com o corpo), pode ser entendido como a palávra
que se infeccionou dentro do corpo. (
)
(
) Modificar esteticamente o corpo não é novidade.
Há culturas em que se tenta encompridar o pescoço,
encurtar os pés, diminuir a cintura, introduzir cilindros
de madeira nos lábios para aumentar seu volume. A moda,
hoje, é injetar próteses de silicone nos seios,
nas nádegas, no pênis, para salientar as formas ou
melhorar o desempenho. Procedimentos de lipoaspiração
e de cirurgias da mama buscam o efeito contrário, de reduzir
volumes. Há também os que decidem pela troca do
sexo. É sempre o imaginário na busca da completude,
do corpo perfeito, do irresistível objeto de desejo, da
negação da falta, da busca da longevidade e da imortalidade,
a incansável negação da morte. (...)
(...) Fazer do corpo um claro objeto de desejo ou de admiração,
como o corpo da top-model, do atreta de musculação,
enfim, o corpo fálico, são modos modernos para velhos
objetivos, do prazer ao dinheiro. (
)
(
) Até onde as mulheres suportariam o peso da onipotência
criadora? Qual seria o significado do desejo da mãe, por
parte desta e do filho clonado? Não seria a clonagem uma
nova e moderna tentativa de produzir uma raça pura, finalmente
ariana e com DNA selecionado, superior, um retorno da política
nazista, sem necessidade das câmaras de gás, camuflada
de avanço humanitário e científico? (
)
quer
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