(
) Quais são, portanto, as condições
de transmissão que dão forma e consistência
à experiência do sujeito contemporâneo? Se
o que dá consistência a uma história, a uma
memória e a uma narrativa é uma perspectiva de construção
de um singular que tem a virtude de dizer também do que
é partilhado no coletivo, as condições de
transmissibilidade destas experiências estão, como
sabemos, na ordem do dia.(...)
(...) Quais os espaços de compartilhamento das experiências
singulares no laço social? Qual a história, a memória
e a narrativa possíveis para cada um de nós? (
)
(
)"Infância em Berlim" e ficar atônito
ao perceber que uma imagem de memória infantil, um traço
de fantasia quase esquecido nos mostra a força de uma imagem
como organizadora do mundo. Esta imagem traz, por conseguinte,
tanto a precisão do conceito como a imprecisão das
sensações. (
)
(
) a epopéia do detalhe: o pequeno traço,
uma palávra, um fragmento de fantasia como motor de todo
uma história. Era esta também a perspectiva inaugurada
por Freud. É elucidativa, por exemplo, a primeira frase
deste texto quando diz: "Saber orientar-se numa cidade não
significa muito. No entanto, perder-se numa cidade, como alguém
se perde numa floresta, requer instrução".(
)
(
) O sintoma revela, então, uma história pelo
seu avesso, pelo que ficou recalcado, negado. (
)
(
) Há várias formas de narrar. Uma história
pode ser contada de várias perspectivas inclusive desde
o olhar dos próprios objetos. "O espelho" nos
diz que a alma exterior de uma pessoa pode estar num simples botão
de camisa" Os objetos adquirem portanto uma função
de olhar, lugares possíveis do Outro. (
)
quer
ler mais ...