(
)Aqui, há uma sutileza a se considerar:
O significante S1 só passa a representa-lo desde que o
próprio sujeito tenha sofrido uma determinada perda em
sua identidade. Isso que se perde, adquire na psicanálise
o estatuto de "objeto" , do objeto a, causa do desejo.
A partir dessa perda que o divide, o sujeito mantém-se
num estado de "ereção" de desejo em busca
desse objeto perdido. Nessa procura pelo objeto, espera restaurar
um estado imaginário anterior de completude narcísica.
Aqui, por uma condição lógica de estrura,
deve-se considerar como uma tarefa impossível de se realizar,
pois esse objeto jamais poderá ser alcançado e essa
"falta", desfeita.(
)
(
) O sujeito ao se identificar a essa face imaginária
desse objeto inominável que causa e sustenta o desejo,
o objeto a, veste-se com diferentes roupagens dos objetos da pulsão:
o seio, as fezes, o olhar, a voz, o nada
Dessa maneira
, por uma condição de estrutura, o fantasma fundamental
vem sustentar o desejo do sujeito que é de se fazer o objeto
do desejo do Outro. (
)
(
) Assim, um discurso passa a se organizar numa conexão
entre dois lugares: o lugar do UM ( à esquerda) e o lugar
do outro significante (à direita). Trata-se de um dispositivo
topológico e tipológico em que o lugar do Um tem
uma função interveniente sobre o lugar do "outro
significante"" , que mantém uma alteridade radical
em relação ao primeiro.
(...) Estes dois lugares têm sido ocupados por diferentes
pares: o amo e o escravo, o mestre e o a-estudante, o analista
e o analisante, o homem e a mulher
entre outros. (
)
(
)Numa posição de certa forma convergente
com o "discurso do capitalista", o objeto passa a ocupar
uma posição muito especial para o sujeito, fazendo
parte de um dispositivo que se pode considerar äcéfalo".
Nessa condição o sujeito mantém-se excluido
de sua subjetividade e o objeto se realiza numa condição
mais que fálica, "bastante fálica", ocupando
um lugar em que chega a se tornar passível de "adoração".
(
)
(
)O objeto se ilumina , adquire um brilho a mais que fascina,
atrai, mas sobretudo encadeia o "a-viciado", despertando-lhe
um impulso incontrolável para possuí-lo. (
)
(
)Enquanto o saber inconsciente confere ao sujeito, cuja
posição é normatizada na estrutura, uma intencionalidade
para o objeto através do fantasma fundamental ( S/ -a),
com o a-viciado ocorre algo de uma outra natureza. (
)
quer
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