Revista Textura 2ª Edição

ALGUMAS INTERVENÇÕES DO ANALISTA
Alejandro Luiis Viviani

(...) 0 contrato analítico estabelece que o analisante paga para ser escutado, paga pela posição do analista. A associação livre, regra fundamental da psicanálise, é o esforço do sujeito de falar (o uso singular de uma língua), tentando alterar a tendência do sistema pré-consciente-consciente que é a identidade de pensamento, tendência esta de reduzir o pensamento a proposições mínimas já conhecidas à mesmice (...)
(…) Analisante e analista presas do universo simbólico da linguagem. Um associa livremente, o outro, a partir da sua escuta e com suas intervenções, tem a responsabilidade da conduçao da análise. O desejo do analista é levar a análise até o fim, construção do fantasma original que comanda a vida do sujjeito. Ponto no qual o analista é destituido do seu lugar. (…)
(…) Outra possível intervenção é o corte da sessão, aqui estamos apelando à proposta de Lacan de trabalhar com o tempo lógico (instante de ver, tempo para compreender e momento de concluir): entre a abertura e o fechamento do inconsciente se desenvolve um processo que culmina com o juizo sobre o sujeito. (…)
(…) Significantes privilegiados, edipianos ( nó de relações das fantasias de sedução, castração e cena primária) e pulsionais (S'…S'') que expressarão toda a história de fracassos. Se Freud define a memória como inconsciente, podemos dizer que aquilo que lembramos, por exemplo, da nossa infância é um passado simbolizado, articulado em palávras e na análise poderemos simbolizar esse passado real inconsciente. (…)

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